Coach Espiritual

A Geração Superelogiada

Ao longo da minha experiência como empresária e como mãe, percebi como é nocivo a longo prazo o excesso de elogios que oferecemos a esta geração acostumada a ser exaltada pelas suas qualidades físicas e intelectuais.

Eles estão chegando as escolas, universidades e ao mercado de trabalho, e trazem consigo a crença de que para cada tarefa realizada é necessário o reconhecimento por parte da sociedade.

No livro Mindset (A nova Psicologia do Sucesso) Carol Dweck diz que, “muitos desses filhos do louvor podem não funcionar sem ter um rótulo para cada movimento. As empresas estão contratando consultores para ensiná-los como recompensar essa geração superelogiada. Temos agora uma força de trabalho cheia de pessoas que precisam de reafirmação constante e que não podem ser criticadas. Por que as empresas perpetuam o problema? Por que estão mantendo as mesmas práticas equivocadas dos pais que superelogiam, e ainda pagando os consultores para lhes mostrar como fazer isso?”

Dweck, apresenta uma nova perspectiva para as empresas em relação a esta situação, porém neste texto eu quero propor para você, pai ou mãe, a compreensão de que ainda podemos fazer algo para solucionar este problema e ter uma geração mais aberta e atuante a ouvir e absorver positivamente as críticas, não se intimidar com as dificuldades e, principalmente, não necessitar de elogios constantes.

Devemos ensinar aos nosso filhos o valor do esforço diante das adversidades, e isso pode começar com um simples dever escolar. Você já percebeu quantos pais assumem os deveres escolares dos seus filhos, e ainda criticam os professores pelo nível de dificuldade da tarefa? Será que não percebem que isso é um dos menores desafios que eles terão na vida?

Se quer elogiar o seu filho, elogie o seu esforço, e não o seu talento ou inteligência.

Superelogios podem prejudicar o seu filho no futuro, a criança pode criar a crença de ser “perfeitinha” e ao encarar o mundo adulto percebe que não ela não é invencível como os seus pais diziam, e que não receberá louvores para cada movimento. Diversos estudos já comprovaram que quando os elogios são excessivos fazemos com que as pessoas criem a crença de que já são boas o suficiente em determinado assunto, e que não precisam se esforçar para serem melhores ainda, ou seja, o desenvolvimento e o aprendizado que deveria ser uma constante, fica estagnado.

Podemos e devemos elogiar os nossos filhos, porém com discernimento. Não queremos uma geração que necessite de um rótulo para cada ação que fizer, queremos indivíduos persistentes, que confrontem seus erros, que não se intimidem com uma tarefa difícil e que se responsabilizem pelos seus atos.

Qual é o filho que você quer deixar para o mundo?

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